Novo modelo da Kawasaki pesa menos, anda mais e está conquistando quem quer esportiva sem exageros
Novo modelo da Kawasaki combina menor peso, melhor desempenho e proposta esportiva equilibrada

Novo modelo da Kawasaki pesa menos, anda mais e está conquistando quem quer esportiva sem exageros

A Kawasaki Ninja 500 desembarcou no Brasil com a missão de aposentar a bem-sucedida Ninja 400 e redefinir o padrão das esportivas de média cilindrada em 2025. Apesar do nome sugerir um motor de 500cc, ela é tecnicamente uma “450”, mas traz evoluções mecânicas pontuais que mudam a forma como a moto entrega potência.

O que muda em relação à Ninja 400?

A principal diferença não está na potência final, mas sim no torque. O novo motor de 451 cm³ foi obtido através do aumento do curso dos pistões (de 51,8 mm para 58,6 mm). Na prática, isso corrige a principal crítica da antiga 400: a falta de força em baixas rotações.

Enquanto a antiga precisava “gritar” em giros altos para embalar, a nova Ninja 500 entrega respostas mais imediatas no trânsito urbano e em saídas de curva. O pico de torque subiu para 4,4 kgf.m e chega mais cedo, aos 7.500 rpm. Além disso, o visual foi atualizado com uma carenagem frontal mais agressiva, inspirada nas irmãs maiores da família ZX.

Novo modelo da Kawasaki pesa menos, anda mais e está conquistando quem quer esportiva sem exageros
Novo modelo da Kawasaki combina menor peso, melhor desempenho e proposta esportiva equilibrada Foto: Kawasaki/Divulgação

Quais são as versões disponíveis?

A Kawasaki oferece o modelo em duas configurações distintas no mercado brasileiro:

  • Ninja 500 Standard: A porta de entrada. Possui painel LCD (o mesmo da antiga 400), chave convencional e grafismos mais discretos.
  • Ninja 500 SE (Special Edition): A versão completa. Adiciona o painel TFT colorido com conectividade bluetooth, chave presencial (KIPASS), piscas em LED, tomada USB-C e a clássica pintura verde KRT (Kawasaki Racing Team).

Ela supera a Honda CBR 500R?

A briga é acirrada, mas as propostas são diferentes. A Honda CBR 500R é uma moto de porte maior, mais pesada e com uma pegada “Sport Touring” (conforto para viagens). Já a Ninja 500 foca na relação peso-potência.

Como a Ninja é significativamente mais leve (cerca de 20 kg a menos que a Honda), ela se torna mais ágil e rápida em acelerações curtas (0 a 100 km/h), mesmo tendo praticamente a mesma potência declarada. Por outro lado, a CBR oferece mais estabilidade em rodovias abertas e ventos cruzados.

Leia também: Os carros mais baratos de 2025

A Yamaha R3 ainda é uma concorrente?

A Yamaha R3 continua sendo uma moto excelente, mas tecnicamente pertence a uma categoria inferior. Com motor de 321cc e 42 cv, ela custa menos, mas exige que o piloto mantenha o giro lá em cima o tempo todo para acompanhar o ritmo da Ninja.

Portanto, a Ninja 500 se posiciona exatamente no degrau acima da R3, servindo como uma opção natural de upgrade para quem sai das 300cc e quer mais fôlego sem pular direto para uma 600cc de quatro cilindros.

Confira o comparativo técnico direto na tabela abaixo:

ModeloPreço Aprox. (FIPE)*PotênciaTorquePeso (Em ordem de marcha)
Kawasaki Ninja 500R$ 38.50051 cv4,4 kgf.m172 kg
Kawasaki Ninja 500 SER$ 42.80051 cv4,4 kgf.m172 kg
Honda CBR 500RR$ 45.90050,2 cv4,54 kgf.m192 kg
Yamaha R3R$ 34.50042 cv3,0 kgf.m171 kg

*Os valores de mercado podem variar conforme frete e região.

Vale a pena pagar mais pela versão SE?

A diferença de preço entre a Standard e a SE gira em torno de R$ 4.000. Se você valoriza tecnologia, o painel TFT e a comodidade da chave presencial (que permite ligar a moto sem tirar a chave do bolso) justificam o investimento. Além disso, a versão SE tende a ter maior liquidez na hora da revenda, pois o mercado de usados valoriza muito esses itens de conectividade e o visual “Racing“.

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