O carro elétrico da Renault que faz o motorista esquecer o preço da gasolina
O Renault Kwid E-Tech 2025 representa uma das portas de entrada mais acessíveis para o universo da mobilidade elétrica no Brasil. Dessa forma, ele se posiciona como a solução lógica para o motorista urbano que deseja se livrar da dependência dos postos de gasolina e busca um veículo ágil para enfrentar o trânsito pesado das grandes metrópoles.
Como é a performance de um motor elétrico em um carro leve?
Diferente da versão a combustão, o Kwid E-Tech entrega uma agilidade surpreendente nos primeiros metros. O motor elétrico de 65 cv de potência pode parecer modesto no papel, mas o torque de 11,5 kgfm é entregue de forma instantânea. Consequentemente, o carro consegue realizar arrancadas de semáforo e retomadas urbanas com muito mais vigor do que seus irmãos a gasolina.
O grande trunfo do modelo é o baixo peso das baterias, que mantém o veículo com menos de 1.000 kg. Isso garante que a suspensão trabalhe de forma eficiente, mantendo o conforto característico da linha Kwid, mas com um centro de gravidade mais baixo, o que melhora a estabilidade em curvas urbanas.

Qual é a autonomia real e como funciona o carregamento?
A autonomia é a principal dúvida de quem migra para um elétrico. Equipado com uma bateria de 26,8 kWh, o Kwid E-Tech percorre cerca de 185 km no ciclo PBEV (Inmetro). Embora pareça pouco para viagens longas, esse alcance é mais do que suficiente para a média de deslocamento diário da maioria dos brasileiros, que gira em torno de 40 km.
Para facilitar a rotina do proprietário, a Renault oferece diversas formas de recarga:
- Tomada Doméstica (20A): Carrega de 15% a 80% em cerca de 9 horas (ideal para recarga noturna);
- Wallbox (7,4 kW): Reduz o tempo de recarga para pouco menos de 3 horas;
- Carregadores Rápidos (DC): Em eletropostos de rodovia, é possível recuperar 80% da carga em apenas 40 minutos.
Quais os diferenciais de tecnologia e economia?
Além de não emitir poluentes, o Kwid E-Tech oferece um custo por quilômetro rodado drasticamente menor que o de um carro flex. Em média, rodar com eletricidade custa cerca de 1/4 do valor gasto com gasolina. Para completar o pacote de economia, muitos estados oferecem isenção ou desconto no IPVA para veículos elétricos.
No interior, o modelo traz itens exclusivos que o diferenciam das versões térmicas:
- Painel Digital: Com informações específicas de consumo de energia e regeneração;
- Seletor de Marchas Rotativo: Substitui a alavanca convencional, liberando espaço no console;
- Modo ECO: Limita a potência e a velocidade máxima (100 km/h) para preservar a bateria;
- Frenagem Regenerativa: Recarrega a bateria automaticamente toda vez que o motorista tira o pé do acelerador.
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Kwid E-Tech ou BYD Dolphin Mini?
A briga pelo mercado de elétricos de entrada ficou intensa com a chegada dos competidores chineses. Enquanto o Kwid E-Tech aposta na capilaridade da rede de concessionárias Renault e na facilidade de revenda, o BYD Dolphin Mini oferece um acabamento mais refinado e um pacote tecnológico superior.
Veja o comparativo direto:
| Característica | Renault Kwid E-Tech | BYD Dolphin Mini |
| Autonomia (Inmetro) | 185 km | 280 km |
| Potência | 65 cv | 75 cv |
| Airbags | 6 de série | 6 de série |
| Espaço Interno | Compacto (4 lugares) | Superior (4 lugares) |
| Rede de Oficinas | Muito Ampla | Em expansão |
Vale a pena comprar o Kwid elétrico em 2025?
A compra do Kwid E-Tech faz muito sentido para frotistas, motoristas de aplicativo que rodam exclusivamente na cidade ou famílias que buscam um segundo carro para o dia a dia. Ele entrega a conveniência de um carro automático com o custo de manutenção mais baixo do mercado, já que motores elétricos não exigem trocas de óleo, filtros de combustível ou correias.
Por outro lado, o comprador deve estar ciente de que o acabamento interno segue o padrão simplificado da linha Kwid e o espaço traseiro é limitado. Todavia, pela facilidade de estacionar em qualquer vaga e pela economia brutal no final do mês, ele permanece como uma das formas mais inteligentes de entrar na era da eletrificação sem gastar uma fortuna.
