Mais recente O sensor de temperatura também influencia a gestão do motor do carro: por que uma leitura errada pode afetar partida, mistura e funcionamento

Motoristas que trocam apenas dois pneus podem cometer um erro que aumenta o risco de perder o controle na chuva

Renato 4 min de leitura

Trocar somente dois pneus parece uma decisão simples, mas a posição do par novo interfere na estabilidade do carro. A orientação da Michelin é instalar os pneus novos atrás ou deixar nesse eixo o par com sulcos mais profundos, inclusive em veículos de tração dianteira.

Por que os pneus melhores devem ficar atrás?

O eixo traseiro ajuda a manter a trajetória do carro em curvas e mudanças de direção. Quando os pneus desse eixo perdem aderência, a parte de trás pode escapar de forma rápida e difícil de corrigir.

Pneus com sulcos mais profundos tendem a escoar água com maior eficiência. A orientação de combinação de pneus da Michelin recomenda priorizar o melhor par na traseira para preservar estabilidade no molhado.

Isso também vale para carros de tração dianteira?

Sim. A recomendação geral de posicionamento não muda apenas porque as rodas dianteiras recebem a força do motor. A tração descreve quais rodas impulsionam o carro, mas não elimina o papel do eixo traseiro no controle direcional.

Colocar os pneus novos na frente pode melhorar certas condições de frenagem em linha reta. Entretanto, deixar atrás os pneus mais gastos pode aumentar a vulnerabilidade a perda de estabilidade em curvas sobre pavimento molhado.

A distribuição dos pneus interfere na estabilidade sobre piso molhado:

Elemento Leitura prática Cuidado ou efeito
Melhor par atrás Favorece aderência em curvas molhadas
Mais estabilidade
Menor chance de escape
Sulcos gastos atrás Menor escoamento de água
Maior vulnerabilidade
Evitar essa montagem
Tração dianteira Motor movimenta rodas da frente
Não altera o princípio
Priorizar estabilidade traseira

Qual é a relação com aquaplanagem?

A aquaplanagem ocorre quando uma camada de água prejudica o contato entre pneu e asfalto. Profundidade de sulco, velocidade e quantidade de água influenciam a possibilidade de ocorrer essa perda de aderência.

Com menos sulco disponível, um pneu tem menor capacidade de deslocar água. Na traseira, a perda de contato pode provocar uma mudança brusca de trajetória que nem sempre é fácil de controlar.

Como organizar a troca de apenas dois pneus?

O profissional deve comparar medidas, estado dos pneus e profundidade dos sulcos antes de decidir a posição de montagem. Os dois pneus novos ou menos gastos devem formar um par adequado para o eixo traseiro.

Além da posição, é necessário observar sentido de rotação, pressão indicada e possíveis restrições do fabricante do veículo. Carros com medidas diferentes por eixo podem exigir procedimentos específicos, que prevalecem sobre a recomendação geral.

A montagem dos pneus depende de quatro cuidados:

●
Verificar se os quatro pneus têm medidas compatíveis.
●
Instalar na traseira o par com melhor profundidade de sulco.
●
Respeitar sentido de rotação e exigências do automóvel.
●
Conferir pressão, desgaste e condições do par mantido.

O que fazer com os pneus que continuam no carro?

Os pneus remanescentes precisam estar em condições legais e seguras de uso, sem deformações, cortes ou desgaste além do limite. Mudar a posição de pneus comprometidos não torna o veículo seguro para circular.

Após a montagem, calibragem e inspeção de alinhamento ajudam a preservar o desempenho. Na chuva, reduzir a velocidade e aumentar a distância do veículo da frente continuam necessários, independentemente da idade dos pneus.

O eixo traseiro exige prioridade na troca parcial

Instalar o melhor par atrás busca reduzir a chance de perda repentina de estabilidade, principalmente em superfície molhada. A orientação pode contrariar o hábito de colocar as peças novas no eixo que faz a tração.

A escolha deve considerar tanto a recomendação do fabricante do pneu quanto as particularidades do automóvel. Um par novo não compensa pneus inadequados no outro eixo, excesso de velocidade ou pressão incorreta.